Acreditam no amor?
Amar é como acreditar em Deus. É acreditar em algo que não tem forma e que não vemos, mas que sabemos que existe, pois vive em nós. O amor transcende tudo o que o rodeia. Já pensaram que não existe uma verdadeira definição para amor? E já pensaram porquê? Para mim, o amor é abstrato, nunca assume o mesmo sentido para duas pessoas. Essa caraterística de ser único para cada um de nós é o que o torna algo tão especial e dificílimo de encontrar. Muitas vezes até o podemos encontrar, no entanto, não sabendo o sentido que ele assumiu, não o identificamos e desperdiçamo-lo. Ainda assim, a suprema dor não é desperdiçar o amor que não soubemos ver, mas sim aquele que identificámos, apreciámos e cuidámos até o perdermos.
Cientificamente falando, o amor não passa de um conjunto de reações químicas no nosso cérebro que nos provocam todo aquele bem-estar e felicidade. O que os cientistas não sabem é que o amor não se passa no cérebro (nem no coração, que não passa de um órgão), mas sim na alma de cada um. Não é preciso acreditar na existência de uma alma ou espírito para chegar a esta conclusão porque, sinceramente, nem eu mesma tenho a certeza do que estou a escrever. É isso que torna o amor tão misterioso, é não saber como ele é, de onde ele vem, onde é que ele está dentro de nós...o melhor de amar é entender que o amor somos nós mesmos. Ninguém precisa de ser um génio para entender o amor e muito menos ter anos e anos de experiência, basta senti-lo. Basta senti-lo uma única vez que tudo muda. Ninguém nos ensina na escola a amar ou a saber esquecer, mas é assim que tem de ser. É preciso ser muito corajoso para amar, principalmente para chegar lá, é preciso perceber que a verdadeira beleza deste sentimento está em descobri-lo quando menos esperamos e em quem menos imaginávamos.
A própria essência da natureza humana reside no amor dentro de cada um de nós. É essa capacidade de acreditar tão intensamente que parte de nós vive noutro alguém que nos torna inalcançáveis, que nos torna, no fundo, simples humanos tontos e apaixonados.

